Nossas histórias estão nas ruas!
Hoje olhei pra fora da janela e vi quanta coisa havia passado desde que tudo começou! Sim, tenho muito o que agradecer, mas eu andei pensando... Estive perto, muito perto de me perder!
Senti a mesma solidão que a muito tempo não sentia!
Me atropelei demais, quase sumiu meu foco!
Com essas novas histórias que agora me tiram o sossego. Com minhas eternas preocupações à toa eu eixei de olhar pra mim.
Estou me endurecendo pouco a pouco, tão preocupado com foras e estilos perdi minha essência!!
Alguém me ajuda a encontrá-la?
domingo, 30 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Aquele olhar
Talvez seja porque eu nunca tenha percebido, nunca tinha prestado atenção de verdade nas pessoas que me cercam.
Hoje, agora, voltando pra casa, estava no ônibus e comecei a olhar as pessoas a minha volta, na minha frente havia uma senhora, não deveria ter mais que uns 44/45 anos, sentada na janela. Com seu olhar tão perdido, tão indiferente, olhando todas as coisas que vê todos os dia, vê as coisas que nunca poderá ter, vê quem nunca poderá ser.
Seus tristes olhos castanhos me acertaram de um jeito que quase comecei a chorar, meus olhos lacrimejaram ao ver aquele rosto endurecido pela luta de todos os dias. Olhos que um dia, talvez, foram tão vivos.
Seu olhar espelhava a desesperança, a falta de sonhos, a vida levada só para poder sobreviver mais um dia - um dia igual ao outro. Sem confiança, sem nada, refletia neles a luz da cidade.
Sozinha, ali sentada vi milhares de pessoas que levam suas vidas sem um sonho. Perdidas no cotidiano rotineiro. Sem fé na mudança. Longe de qualquer esperança ingênua. E longe daquilo que um dia acreditaram ser.
Hoje, agora, voltando pra casa, estava no ônibus e comecei a olhar as pessoas a minha volta, na minha frente havia uma senhora, não deveria ter mais que uns 44/45 anos, sentada na janela. Com seu olhar tão perdido, tão indiferente, olhando todas as coisas que vê todos os dia, vê as coisas que nunca poderá ter, vê quem nunca poderá ser.
Seus tristes olhos castanhos me acertaram de um jeito que quase comecei a chorar, meus olhos lacrimejaram ao ver aquele rosto endurecido pela luta de todos os dias. Olhos que um dia, talvez, foram tão vivos.
Seu olhar espelhava a desesperança, a falta de sonhos, a vida levada só para poder sobreviver mais um dia - um dia igual ao outro. Sem confiança, sem nada, refletia neles a luz da cidade.
Sozinha, ali sentada vi milhares de pessoas que levam suas vidas sem um sonho. Perdidas no cotidiano rotineiro. Sem fé na mudança. Longe de qualquer esperança ingênua. E longe daquilo que um dia acreditaram ser.
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