quinta-feira, 6 de maio de 2010

Parte de um fim

Ouve!
Acabou o tempo da poesia
O tempo das epifanias
E dos grandes sentimentos!

Vê?
Acabou o tempo de nossas utopias
O tempo da transformação
O tempo da memória!

Sente!
Que o tempo de agora teima em parar
Mas em parar numa velocidade estonteante
Enquanto ficamos à deriva!

Fala!
Mas fala pouco, pois a palavra perdeu espaço
As silabas já não fazem sentido
Principalmente quando se fala de amor!