quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Dos últimos tempos

O mundo não parou e eu passei despercebido. Quando dei por mim estavamos sozinhos, todos nós e tínhamos apenas a nós mesmos, mas também não percebemos. Quando eu olhei pro mundo não reconheci mais ninguém e nada fazia mais sentido.
Com quem agora eu consigo me compartilhar? No fundo, no fundo foi com vocês todos, estranhos do meu mundo. E vocês de fora? Já não os entendo mais. Fico a mercê de desejos e ansiedades e descanço indescansável.

Queria tê-los conhecido melhor. Mas foi bom... foi bom. Espero que até breve!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os dias de espera

Uma contagem regrssiva constante. Tuntum Tuntum Tuntum. Um fim que parece nunca chegar. Ficando na garganta tudo aquilo que eu tentava falar.
Foi-se um ano, minha vida caminhou indiferente. Já não sei mais o quanto doeu, mas enxergo um pouco o quanto ainda dói. Nesse caminho de espera infinta, o medo prende meus calcanhares, e nisso meu peito se afoga.
Se a ansiedade não adianta, a calma ainda menos, no fim das contas deixamos nossos sonhos reservados num futuro que tarda a chegar, porque esse presente não passa nunca. E esse eterno presente demora mil horas pra se transformar. Ah! Meu futuro, por que demoras se tanto te espero!
Sei exatamente tudo aquilo que quero deixar pra trás, as escadas de pedra, as cadeiras azuis, as lousas azuis, as paredes amarelas. Sei todo o caminho que minhas pernas não mais querem percorrer. Agora aquilo que quero está guardado, sendo definido por mãos desconhecidas.
Eu nunca soube esperar.