sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os dias de espera

Uma contagem regrssiva constante. Tuntum Tuntum Tuntum. Um fim que parece nunca chegar. Ficando na garganta tudo aquilo que eu tentava falar.
Foi-se um ano, minha vida caminhou indiferente. Já não sei mais o quanto doeu, mas enxergo um pouco o quanto ainda dói. Nesse caminho de espera infinta, o medo prende meus calcanhares, e nisso meu peito se afoga.
Se a ansiedade não adianta, a calma ainda menos, no fim das contas deixamos nossos sonhos reservados num futuro que tarda a chegar, porque esse presente não passa nunca. E esse eterno presente demora mil horas pra se transformar. Ah! Meu futuro, por que demoras se tanto te espero!
Sei exatamente tudo aquilo que quero deixar pra trás, as escadas de pedra, as cadeiras azuis, as lousas azuis, as paredes amarelas. Sei todo o caminho que minhas pernas não mais querem percorrer. Agora aquilo que quero está guardado, sendo definido por mãos desconhecidas.
Eu nunca soube esperar.

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