Vês?
Me deixei naquela estrela
Cadente
Assim como eu
Rasgo o céu num brilho branco
Rasgo o olhar solitário
De quem ainda não aprendeu o que é importante
Importa?
Bato mil vezes à porta
E ninguém abre
Tranquei minha janela
Fugi dos barulhos das ruas
Subi a escada até o telhado
E abracei lá no alto a minha estrela.
Me parti em milhares de pedaços
E sem querer toquei o chão
Bati novamente à porta
Cada pedaço meu chorava
Estrelas brilhantes rolaram
Pelo meu rosto
Pelo meu peito
E tocaram o chão.
O buraco se abriu
Mergulhei fundo
Em meus pesadelos
Nos sonhos em que gostaria de estar acordado
Pintei-me em fim
Preto e Branco
Brilhante e cadente
Como a estrela em que me escondi
Fui coberto por nuvens
Que raivosas gritavam
E choravam
Vi enfim
Nós dois tínhamos muito medo
E novamente deixei cair
Junto com minha estrela
Rasguei a noite
O céu
Os olhos
Como um trovão brilhante.
Já não tinha mais medo!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Diferente?
Estou entre meus pré-conceitos e minha inveja. Enraizados na insegurança. Posso eu julgar alguém estando nessa linha tênue? Quem me deu esse direito?
À minha magnífica arte de anulação eu só posso agradecer pelo meu medo de não ser ninguém. Mas quem eu sou? Aquele que tem potencial, talvez. E talvez tenha só isso mesmo.
Egocêntrico no seu mundinho problemático, me importa mais aquilo que não escuto, minhas chances se vão a cada golpe de caneta.
Há!!! E eu pensando que tinha crescido...
À minha magnífica arte de anulação eu só posso agradecer pelo meu medo de não ser ninguém. Mas quem eu sou? Aquele que tem potencial, talvez. E talvez tenha só isso mesmo.
Egocêntrico no seu mundinho problemático, me importa mais aquilo que não escuto, minhas chances se vão a cada golpe de caneta.
Há!!! E eu pensando que tinha crescido...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ele precisou de um pouco daquela velha solidão. Preciso re-encontrar o seu velho alfabeto, aquele que foi esquecido debaixo de quilos e quilos de preguiça e deixos-para-depois.
Quando o depois chegou ele percebeu que tinha esquecido boa parte de tudo. Ficou brincando com seu passado por muito tempo dentro da sua cabeça, com aquela angustiasinha com que ele sempre se "divertiu". Ele se sentia um pouquinho velho e desejava voltar pra escola, pra tentar ser diferente. Pra tentar se todo-mundo.
Há... Ser novamente todo-mundo. Talvez ele nunca sinta que é impossível, mesmo vendo. Talvez ninguém mais consiga entender o que acontece dentro dele. O que é que tanto dorme, que se mexe e treme, mas não consegue despertar?
É o seu todo-mundo que ainda não aprendeu andar?Pois é... talvez.
Quando o depois chegou ele percebeu que tinha esquecido boa parte de tudo. Ficou brincando com seu passado por muito tempo dentro da sua cabeça, com aquela angustiasinha com que ele sempre se "divertiu". Ele se sentia um pouquinho velho e desejava voltar pra escola, pra tentar ser diferente. Pra tentar se todo-mundo.
Há... Ser novamente todo-mundo. Talvez ele nunca sinta que é impossível, mesmo vendo. Talvez ninguém mais consiga entender o que acontece dentro dele. O que é que tanto dorme, que se mexe e treme, mas não consegue despertar?
É o seu todo-mundo que ainda não aprendeu andar?Pois é... talvez.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Das lacunas
"Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo."
(Dom Casmurro - Machado de Assis)
(Dom Casmurro - Machado de Assis)
Sigo e deixo as coisas como são, como estão. Fico no meio disso tudo, no vendaval de novidades que parou mas a poeira insiste em não baixar, deixando meus olhos ainda turvos.
Meu singelo turbilhão diário de pessoas, folhas, cenas, máscaras. Humilde baile ao ar livre.
Sonhos? Ficam em algum lugar, entre aquilo que se ganha e aquilo que se quer, mas quando você já não sabe o que é o que você faz?
Segue e deixa as coisas como são, como estão?
E onde você se deixa nisso tudo? Onde tenho eu me deixado?
Toda essa alegria eufórica me confunde. Colher frutos me cansa o braço.
Então por resmungão me passo e sigo e deixo as coisas como são e como estão.
Outras vou deixando pra trás.
E depois paro e tento repensar.
Meu singelo turbilhão diário de pessoas, folhas, cenas, máscaras. Humilde baile ao ar livre.
Sonhos? Ficam em algum lugar, entre aquilo que se ganha e aquilo que se quer, mas quando você já não sabe o que é o que você faz?
Segue e deixa as coisas como são, como estão?
E onde você se deixa nisso tudo? Onde tenho eu me deixado?
Toda essa alegria eufórica me confunde. Colher frutos me cansa o braço.
Então por resmungão me passo e sigo e deixo as coisas como são e como estão.
Outras vou deixando pra trás.
E depois paro e tento repensar.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sou e fui
(Des)Aprendi a ser
Voei mais alto que qualquer foguete
E Apollos 13 explodiram em meus olhos,
Meus olhos novatos de quem vê o mundo de fora.
"A Terra é anil!"
É vermelho é verde
São os espectros que desenham as nuvens
Lá longe, lá em cima
Bem abaixo do eterno trono.
Finca o cajado no cume da eternidade
No topo da humanidade
Caindo mais baixo que qualquer metrô
Nenhunha cratera era maior que o meu peito
Meu coração velho, de quem sentiu demais.
"O Universo é isso?"
Grande e eterno
São os sonhos brincando entre as estrelas
Lá no firmamento... gigante
Bem acima do eterno trono.
Voei mais alto que qualquer foguete
E Apollos 13 explodiram em meus olhos,
Meus olhos novatos de quem vê o mundo de fora.
"A Terra é anil!"
É vermelho é verde
São os espectros que desenham as nuvens
Lá longe, lá em cima
Bem abaixo do eterno trono.
Finca o cajado no cume da eternidade
No topo da humanidade
Caindo mais baixo que qualquer metrô
Nenhunha cratera era maior que o meu peito
Meu coração velho, de quem sentiu demais.
"O Universo é isso?"
Grande e eterno
São os sonhos brincando entre as estrelas
Lá no firmamento... gigante
Bem acima do eterno trono.
domingo, 1 de março de 2009
De Mim?
Talvez porque eu tenha perdido lá no fundo, no sótão, todas aquelas minha palavras que sempre ficaram por dizer. Elas que permaneceram mudas por anos dentro de um espaço vago, entre minha cabeça e meus dedos, ou talvez minha boca, se entalaram em meus ouvidos e assim eu deixei de escutar. Por muito tempo os sons do mundo não conseguiram me tocar e as cores foram barradas por palavras que me cegaram em plena luz do dia.
Na noite eu tentei jogar com a poesia e fui jogado fora. Fiquei esquecido num latão, de onde passei a observar o luar. Minhas palavras deixaram de me cegar e escorreram pelo meu corpo. Eu chorei todas elas, molhando toda a minha roupa.
E assim molhado com minhas palavras tento vagar entre mil mundos tentando me tornar apenas um... Apenas mais um que sente muita coisa!!!
Na noite eu tentei jogar com a poesia e fui jogado fora. Fiquei esquecido num latão, de onde passei a observar o luar. Minhas palavras deixaram de me cegar e escorreram pelo meu corpo. Eu chorei todas elas, molhando toda a minha roupa.
E assim molhado com minhas palavras tento vagar entre mil mundos tentando me tornar apenas um... Apenas mais um que sente muita coisa!!!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Dos últimos tempos
O mundo não parou e eu passei despercebido. Quando dei por mim estavamos sozinhos, todos nós e tínhamos apenas a nós mesmos, mas também não percebemos. Quando eu olhei pro mundo não reconheci mais ninguém e nada fazia mais sentido.
Com quem agora eu consigo me compartilhar? No fundo, no fundo foi com vocês todos, estranhos do meu mundo. E vocês de fora? Já não os entendo mais. Fico a mercê de desejos e ansiedades e descanço indescansável.
Queria tê-los conhecido melhor. Mas foi bom... foi bom. Espero que até breve!
Com quem agora eu consigo me compartilhar? No fundo, no fundo foi com vocês todos, estranhos do meu mundo. E vocês de fora? Já não os entendo mais. Fico a mercê de desejos e ansiedades e descanço indescansável.
Queria tê-los conhecido melhor. Mas foi bom... foi bom. Espero que até breve!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Os dias de espera
Uma contagem regrssiva constante. Tuntum Tuntum Tuntum. Um fim que parece nunca chegar. Ficando na garganta tudo aquilo que eu tentava falar.
Foi-se um ano, minha vida caminhou indiferente. Já não sei mais o quanto doeu, mas enxergo um pouco o quanto ainda dói. Nesse caminho de espera infinta, o medo prende meus calcanhares, e nisso meu peito se afoga.
Se a ansiedade não adianta, a calma ainda menos, no fim das contas deixamos nossos sonhos reservados num futuro que tarda a chegar, porque esse presente não passa nunca. E esse eterno presente demora mil horas pra se transformar. Ah! Meu futuro, por que demoras se tanto te espero!
Sei exatamente tudo aquilo que quero deixar pra trás, as escadas de pedra, as cadeiras azuis, as lousas azuis, as paredes amarelas. Sei todo o caminho que minhas pernas não mais querem percorrer. Agora aquilo que quero está guardado, sendo definido por mãos desconhecidas.
Eu nunca soube esperar.
Foi-se um ano, minha vida caminhou indiferente. Já não sei mais o quanto doeu, mas enxergo um pouco o quanto ainda dói. Nesse caminho de espera infinta, o medo prende meus calcanhares, e nisso meu peito se afoga.
Se a ansiedade não adianta, a calma ainda menos, no fim das contas deixamos nossos sonhos reservados num futuro que tarda a chegar, porque esse presente não passa nunca. E esse eterno presente demora mil horas pra se transformar. Ah! Meu futuro, por que demoras se tanto te espero!
Sei exatamente tudo aquilo que quero deixar pra trás, as escadas de pedra, as cadeiras azuis, as lousas azuis, as paredes amarelas. Sei todo o caminho que minhas pernas não mais querem percorrer. Agora aquilo que quero está guardado, sendo definido por mãos desconhecidas.
Eu nunca soube esperar.
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